4. Mercados verdes e matriz de oportunidades

Os desafios socioambientais são muitos e são complexos. por isso, exigem soluções e abordagens inovadoras

TENDÊNCIAS DE MERCADO NO MUNDO

Nas conversas com especialistas, identificamos quatro principais tendências de mercado no mundo e que podem ganhar enorme espaço no Brasil.

Diversos setores da economia brasileira possuem ótimos indicadores de sustentabilidade em seus processos produtivos (principalmente por conta da matriz elétrica brasileira, com grande participação de energias renováveis, e por tais setores utilizarem ativos agrícolas e/ou renováveis em suas cadeias de valor). No entanto, um enorme desafio ainda reside na capacidade de essas empresas demonstrarem a rastreabilidade dos atributos de sustentabilidade de seus produtos, colocando-os como melhores alternativas em relação aos concorrentes internacionais.

O potencial de utilização de bioativos brasileiros na indústria ainda é incrivelmente subexplorado. Conhecer e valorizar a biodiversidade não passa apenas pela proteção de espécies animais, mas também pela descoberta (bioprospecção) de novos ativos capazes de potencializar a sustentabilidade na economia nacional. De alimentos a fármacos, de fibras a biomimética, há uma infinidade de possibilidades para que a indústria incorpore os ativos ambientais em seus processos produtivos, entregando valor a seus clientes, ao mesmo tempo que são valorizadas e remuneradas as iniciativas de conservação desses ativos, principalmente os de base florestal.

Por conta de décadas de desenvolvimento econômico descompassado da noção de sustentabilidade social e ambiental dos processos produtivos, muitos passivos foram gerados como consequência desse processo. No entanto, mais recentemente, modelos de negócios inovadores demonstram cada vez mais a viabilidade de aliar a geração de valor e lucratividade à regeneração dos ecossistemas degradados, eliminando tais passivos à medida que são produzidos bens e serviços a partir de práticas mais sustentáveis. No entanto, a ideia de uma economia regenerativa provoca também questionamentos sobre mudanças estruturais e profundas na lógica atual dos negócios, abandonando a noção de um capitalismo baseado em extrativismo e crescimento infinito, e repensando inclusive as relações estabelecidas pelos negócios nas dimensões social e ambiental.

Diversos governos ao redor do mundo têm utilizado instrumentos de mercados para flexibilizar o cumprimento de metas e compromissos na dimensão ambiental. A ideia por trás desse movimento é a de que mercados de ativos ambientais podem gerar os benefícios ambientais desejados com o menor custo para a sociedade como um todo. Para isso, empresas que possuem um menor custo para atingir o benefício ambiental desejado, podem ofertar o excedente do benefício produzido para empresas que não conseguem (ou em que o custo é muito alto) produzir o mesmo benefício ambiental.

O potencial de utilização de bioativos brasileiros na indústria ainda é incrivelmente subexplorado. Conhecer e valorizar a biodiversidade não passa apenas pela proteção de espécies animais, mas também pela descoberta (bioprospecção) de novos ativos capazes de potencializar a sustentabilidade na economia nacional. De alimentos a fármacos, de fibras a biomimética, há uma infinidade de possibilidades para que a indústria incorpore os ativos ambientais em seus processos produtivos, entregando valor a seus clientes, ao mesmo tempo que são valorizadas e remuneradas as iniciativas de conservação desses ativos, principalmente os de base florestal.

Por conta de décadas de desenvolvimento econômico descompassado da noção de sustentabilidade social e ambiental dos processos produtivos, muitos passivos foram gerados como consequência desse processo. No entanto, mais recentemente, modelos de negócios inovadores demonstram cada vez mais a viabilidade de aliar a geração de valor e lucratividade à regeneração dos ecossistemas degradados, eliminando tais passivos à medida que são produzidos bens e serviços a partir de práticas mais sustentáveis. No entanto, a ideia de uma economia regenerativa provoca também questionamentos sobre mudanças estruturais e profundas na lógica atual dos negócios, abandonando a noção de um capitalismo baseado em extrativismo e crescimento infinito, e repensando inclusive as relações estabelecidas pelos negócios nas dimensões social e ambiental.

Por conta de décadas de desenvolvimento econômico descompassado da noção de sustentabilidade social e ambiental dos processos produtivos, muitos passivos foram gerados como consequência desse processo. No entanto, mais recentemente, modelos de negócios inovadores demonstram cada vez mais a viabilidade de aliar a geração de valor e lucratividade à regeneração dos ecossistemas degradados, eliminando tais passivos à medida que são produzidos bens e serviços a partir de práticas mais sustentáveis. No entanto, a ideia de uma economia regenerativa provoca também questionamentos sobre mudanças estruturais e profundas na lógica atual dos negócios, abandonando a noção de um capitalismo baseado em extrativismo e crescimento infinito, e repensando inclusive as relações estabelecidas pelos negócios nas dimensões social e ambiental.

Diversos governos ao redor do mundo têm utilizado instrumentos de mercados para flexibilizar o cumprimento de metas e compromissos na dimensão ambiental. A ideia por trás desse movimento é a de que mercados de ativos ambientais podem gerar os benefícios ambientais desejados com o menor custo para a sociedade como um todo. Para isso, empresas que possuem um menor custo para atingir o benefício ambiental desejado, podem ofertar o excedente do benefício produzido para empresas que não conseguem (ou em que o custo é muito alto) produzir o mesmo benefício ambiental.

Para explorar os desafios e oportunidades dos principais setores da economia

VEJA A MATRIZ

Maria Eugênia Taborda

UNEP FI

“Existem oportunidades que vão desde ajudar na transparência das informações, contribuir com a rastreabilidade e origem dos produtos até formas eficientes de intermediação dos negócios. Importante termos serviços que possam ajudar a mitigar riscos e permitam criar bases que mantenham nossas florestas em pé.”

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